domingo, 17 de janeiro de 2016

A Pré-história em Canguaretama



São raros os trabalhos de pesquisa científica que se refiram à pré-história de Canguaretama. Os que existem são quase desconhecidos pela maioria dos historiadores. Por esse motivo, as informações vêm de fontes empíricas e deduções feitas a partir de estudos em outras localidades.
O litoral sul do Rio Grande do Norte foi povoado por volta do ano 10.000 a.C. com uma população pequena e pouco conhecida. Vivendo no litoral, se alimentavam principalmente de peixes e crustáceos, mas também coletavam frutos e caçavam pequenos animais. Eram povos nômades ou seminômades que já utilizavam o fogo e viviam em pequenos grupos familiares de 10 a 20 indivíduos.
Foi nessa época que ocorreu a última glaciação, conhecida também como a era do gelo. O oceano estava, então, 150 metros mais baixo e recuado pelo menos 1500 metros da margem atual. Por esse motivo, muito dos vestígios pré-históricos podem estar submersos nas águas do litoral. Ainda existia, nesse mesmo período, a megafauna, com a presença de grandes animais
pré-históricos como o bicho-preguiça gigante, o mastodonte e o tigre-dente-de-sabre. No geral, o clima era mais frio e seco, porém, há a possibilidade da existência de uma densa floresta nas margens dos rios, onde a temperatura e umidade poderiam ser mais altas.
A primeira população pré-histórica deveria ter características físicas diferentes dos nativos atuais, e possivelmente eram negroides, mas desapareceram com a chegada das etnias atuais. A etnia tupi tem características físicas diferentes, são mongolóides, e chegaram à região por volta do ano 1.000. Possivelmente a ação guerreira do povo tupi tenha dizimado as populações anteriores ou os tenha afastado do litoral. Suspeita-se que o uso de armas, como o arco e flecha, proporcionou superioridade aos tupi[1], que em situações de guerra teriam exterminado os paleoíndios.


[1] Conforme a Convenção para a grafia dos nomes tribais, de 1953, as denominações indígenas não sofrem flexão de número ou gênero.

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