Pular para o conteúdo principal

O Forte da Barra do Rio Cunhaú



Os franceses também exploraram o território de Canguaretama, mais precisamente o litoral entre Barra do Cunhaú e Baía Formosa. Eles comercializaram madeiras e peles com os nativos locais. Para isso, tentavam manter um bom relacionamento com os indígenas da região.
Além destes, por volta 1550[1], alguns marinheiros da cidade de Dunquerque estiveram nessa costa e encalharam na foz do rio Cunhaú. À espera de resgate, construíram um abrigo com pedras que encontraram nas proximidades. Essa construção se transformou no Forte da Barra, que foi a primeira obra arquitetônica dos europeus em solo potiguar.
Aproveitado por portugueses e holandeses, esse reduto militar possuía forma quadrangular dupla, com muralhas que chegavam a três metros de altura e ficava numa encosta. No local havia dez canhões e dois arcabuzes de forquilha num fosso circundado de paliçada e serviu de defesa para o engenho Cunhaú, a dezoito quilômetros de distância.
Durante a invasão holandesa, o forte foi atacado duas vezes, em 1634. A primeira tentativa em abril e a segunda, em outubro, que ocasionou sua tomada. Depois de muita luta, os holandeses saquearam o local, mas a embarcação naufragou na saída da barra.
O mercenário inglês Cuthbert Pudsey, em suas memórias, chama este forte de Maranhão em provável alusão ao dono do engenho Cunhaú e também governador da capitania, Antônio de Albuquerque Maranhão. O tempo quase apagou os vestígios do Forte da Barra, que ficava à margem esquerda da embocadura do rio Cunhaú, próximo a uma falésia, onde foram construídas as casas de veraneio da família Villarim e Calafange.


[1] Essa é uma data aproximada baseada em Augusto Fausto de Sousa. Já Olavo de Medeiros Filho aponta o ano de 1634.
Foto ilustrativa.

Comentários

  1. Eu não conhecia esse forte, ele alguma proteção como patrimônio histórico?

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Quem é a Comadre Fulozinha

A Comadre Fulozinha é uma entidade espiritual que não pode ser vista, muito embora se diga que ela tem forma humana e aparece como uma moça de cabelos longos. Contam que é uma criança que distanciou-se da mãe, perdeu-se na mata e passou a viver, então, entre os bichos para ser sua protetora. Com um cipó na mão costuma surrar os caçadores e seus cães, afugentando-os das matas. Um assovio agudo é o sinal de sua presença. Quando assovio soa longe é porque está por perto, mas se o assovio for próximo é sinal que ela está longe. Às vezes ela assovia no ouvido dos caçadores, o que pode causar surdez temporária. Quando alguém experiente vai caçar e percebe alguma coisa estranha, sempre volta à entrada da mata para oferecer à Comadre Fulozinha um pouco de fumo. Por gostar de fumar, ela se entreteria momentaneamente e deixaria o caçador em paz. Quando faz suas visitas às casas, as pessoas colocam pratos de papas ou coisas doces para que ela não fique enfurecida. Comadre Fulozinha seria a protetor…

O MISTÉRIO DAS BOTIJAS DE CANGUARETAMA